José Sócrates, primeiro-ministro de Portugal, falou hoje à Nação e passou uma mensagem muito importante: “o exagero dos Recibos Verdes tem de acabar”.

É uma verdadeira praga a forma como muitas instituições, e o próprio Estado, incorporou na sua orgânica de recursos humanos esta forma de não-vínculo aos seus colaboradores.
Atente-se que estas pessoas são colaboradores e no entanto pouco ou nenhum vínculo formal possuem nesta relação laboral. Apelidou estas situações como sendo “injustiças gritantes e abusos declarados” e por isso o Estado tem de “punir os falsos Recibos Verdes”.
Com as Comemorações do dia da Liberdade aí à porta, penso que uma das grandes medidas que este Governo poderia dar a todos quanto vivem na incerteza, no “fio da navalha” enfim, em alguma Ditadura laboral, era o de sentirem alguma segurança, conforto e importância no seu local de trabalho.
No entanto, gostaria era que, em vez do País ser forçado a ouvir a discussão do poder interno do PSD, antes fosse forçado a ouvir, por exemplo, o que se passa em sede de concertação social, ou pelo menos saber o que as suas partes pretendem.
É que se para gláudio de muitos, a pretensa abertura ao País do PSD é isto que temos visto nos noticiários, a discussão de nomes e das suas curriculas, sem a apresentação de qualquer ideia para o País e para a melhoria de vida dos Portugueses.
Mas o que vale, é que enquanto uns discutem outros fazem. E fazem bem feito.